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Semana do Peixe aumenta o consumo de pescados em todo o país
Expectativa é de que haja um incremento entre 12% a 20% das vendas
A 5ª edição da Semana do Peixe, lançada nesta segunda-feira (25/08) em São Paulo, deverá ser responsável este ano pelo aumento em torno de 12% a 20% do consumo de pescados em todo o país. A expectativa é do Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA) e entidades parceiras que estão organizando o evento.
De acordo com o ministro da Pesca e Aqüicultura, Altermir Gregolin, a Semana do Peixe deste ano tem como foco a alimentação saudável levando-se em conta a necessidade do consumo regular de pescados. Gregolin afirmou durante a entrevista coletiva no lançamento da campanha, que a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), recomenda o consumo médio por pessoa de no mínimo 12 quilos de peixe por ano. No Brasil, disse o ministro, essa média é de 7 quilos por ano.
Com a implantação do plano “Mais Pesca e Aqüicultura”, a expectativa do governo é de que esse consumo passe para 9 quilos por ano em média por pessoa até 2011. O aumento do consumo, disse o ministro, deverá ocorrer com a estruturação da cadeia produtiva através da implantação de Terminais Pesqueiros Públicos que serão responsáveis por encurtar a distância da produção até o consumidor final. Além dos terminais, disse o ministro, estão previstos também a construção de 120 Centros Integrados da Pesca Artesanal (CIPARs) em várias regiões do país com toda a infra-estrutura necessária para apoiar os pescadores artesanais em suas atividades.
Gregolin citou como exemplo de benefício da venda direta o caso de uma colônia de pescadores que comercializava praticamente toda sua produção para um revendedor por cerca de R$ 3,00 o quilo. Posteriormente, o peixe era vendido ao consumidor final por cerca de R$ 13,00. “Com a venda direta, os pescadores passaram a receber R$ 7,00 pelo quilo e o consumidor teve uma redução de preço de R$ 6,00. O que pretendemos com essa estruturação é dar as condições necessárias, como infra-estrutura de comercialização, para que o preço seja justo tanto para os pescadores quanto para o consumidor”, disse o ministro.
Outro exemplo, lembrou o ministro, foi visto em Marechal Deodoro (AL), cuja colônia de pescadores contava com apenas um fornecedor de pedras de gelo que vendia a unidade a R$ 5,80. O MPA implantou no município uma fábrica de gelo que passou a comercializar o produto a R$ 1,80. Essa redução, disse o ministro, foi revertida em parte para aumento da qualidade do pescado e também na redução dos preços ao consumidor final. Segundo ele, com o gelo caro, o pescador tinha a tendência de economizar na compra das pedras, o que em algumas vezes comprometia a qualidade da conservação. Com o gelo barato, além de melhorar o manuseio do produto, o consumidor também passou a se beneficia com preços melhores.